Educação como prática da liberdade - FREIRE

"Estas palavras básicas em termos de sua frequência, relevância como significação vivida e tipo de complexidade fonêmica que apresentam. Estas palavras, de uso comum na linguagem do povo e carregadas de experiências vividas, são decisivas, pois a partir delas o alfabetizando irá descobrir as sílabas, as letras e as dificuldades silábicas específicas e seu idioma, além de que servirão de material inicial para descoberta de novas palavras."(Freire, pag 13).


"Não há educação fora das sociedades humanas e não há homem no vazio" (Freire, pág 43)


"... em qualquer dos mundos em que o mundo se divide, é o homem simples esmagado, diminuído e acomodado, convertido em espectador, dirigido pelo poder dos mitos que forças sociais poderosas criam para ele." (Freire, pág 53)


"A dialogação implica na responsabilidade social e política do homem. Implica num mínimo de consciência transitiva, que não se desenvolve nas condições oferecidas pelo grande domínio" (Freire, pág 78).


 "Experimentámos métodos, técnicas, processos de comunicação. Superamos procedimentos. Nunca, porém, abandonamos a convicção que sempre tivemos, de que só nas bases populares e com elas, poderíamos realizar algo de sério e autêntico para elas. Daí, jamais admitimos que a democratização da cultura fosse a sua vulgarização, ou por outro lado, a doação ao povo, do que formulássemos nós mesmos. em nosso biblioteca e que ele entregássemos como prescrições a serem seguidas" (Freire, pág. 110).


"A participação em termos críticos, somente como poderia ser possível a sua transformação em povo, capaz de optar e decidir" (Freire, pág. 110).


"A educação como prática da liberdade, ao contrário daquela que é a prática da dominação, implica a negação do homem abstrato, isolado, solto, desligado do mundo,assim também a negação do mundo como uma realidade ausente dos homens"  FREIRE, Paulo. A Educação como Prática da liberdade.  23ª. Ed.Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.


"conteúdos programáticos", que deveriam ser democraticamente escolhidos pelas partes interessadas no ato de alfabetizar, dentro de uma proposta mais ampla de educar (Freire, 1993 p. 241).


"A educação como prática da liberdade, ao contrário daquela que é a prática da dominação, implica a negação do homem abstrato, isolado, solto, desligado do mundo,assim também a negação do mundo como uma realidade ausente dos homens" Paulo Freire



"A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade. Não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa." FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 23ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.



“A conscientização é um compromisso histórico (...), implica que os homens assumam seu papel de sujeitos que fazem e refazem o mundo. Exige que os homens criem sua existência com um material que a vida lhes oferece (...), está baseada na relação consciência-mundo".
(Paulo Freire, Educação como prática da liberdade, 1966.)


Na perspectiva libertadora, que é a de Guiné-Bissau, que é a nossa, a alfabetização de adultos, pelo contrário, é a continuidade do esforço formidável que seu povo começou a fazer, há muito, irmanado com seus líderes, para a conquista de sua palavra. Daí que, numa tal perspectiva, a alfabetização não possa escapar do seio mesmo do povo, de sua atividade produtiva, de sua cultura, para esclerosar-se na frieza sem alma de escolas burocratizadas em que cartilhas elaboradas por intelectuais distantes do povo – em que pese às vezes sua boa intenção – enfatizam a memorização mecânica a que antes me referi. (FREIRE, 1977, p. 91)


“Na verdade, o processo de libertação de um povo não se dá, em termos profundos e autênticos, se esse povo não reconquista a sua palavra, o direito de dizê-la, de ‘pronunciar’ e de ‘nomear’ o mundo.” (FREIRE, 1977, p. 145)



“Não é por acaso que os colonizadores falam de sua língua como língua e da língua dos colonizados como dialeto; da superioridade e riqueza da primeira a que contrapõem a ‘pobreza’ e a ‘inferioridade’ da segunda.” (FREIRE, 1977, p. 145




O antagonismo entre as duas concepções (da educação), a bancária, que serve a dominação, e a problematizadora, que serve a liberação, corporifica-se justamente aí. Enquanto a primeira mantém necessariamente a contradição educador-educando, a segunda realiza sua superação.” Paulo Freire.
 


“a atitude dialógica é, antes de tudo, uma atitude de amor, humildade e fé nos homens, no seu poder de fazer e de refazer, de criar e recriar.” (FREIRE, 1987).

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