Projeto político-pedagógico PPP (MIZUKAMI, 1986, p. 72-73)

Atribuir competências e habilidades a todos os sujeitos envolvidos no processo educativo, respeitando-se os limites de seus processos de desenvolvimento, a diversidade e a singularidade de suas possibilidades; Construir autonomia, espírito de cooperação, reciprocidade; Produzir conhecimentos e criar relações positivas e democráticas entre todos os segmentos envolvidos; Favorecer a transformação grupal através do respeito mútuo, do diálogo, da participação e engajamento; Garantir o acesso e permanência com sucesso a todos.  (MIZUKAMI, 1986, p. 72-73)



Mizukami (1986, p.73-74)  um tipo de escola coerente com essa abordagem (cognitivista) deverá oferecer às crianças liberdade de ação, e ao mesmo tempo, impor trabalho com conceitos, em níveis operatórios consoante o estágio de desenvolvimento do aluno, num processo de equilíbrio-desequilíbrio. Não se concebe, no entanto, que a atividade do aluno e o 'como' trabalho os conceitos sejam dirigidos. A forma de solução deverá ser peculiar a cada aluno.



Valoriza o educando em sua experiência social como indivíduo; Busca a globalização dos saberes propostos no currículo, pela abordagem multidimensional do conhecimento; Prioriza a pesquisa como o eixo desencadeador do processo de construção/criação/re-elaboração; Considera a individualidade e o ritmo de crescimento de cada um, priorizando a construção coletiva do conhecimento; Oportuniza situações concretas para o crescimento integral da pessoa humana, desenvolvendo sua capacidade de pensar, criar, produzir, criticar, ser agente de transformação social. (MIZUKAMI, 1986, p. 75) 




MIZUKAMI, 1986, p. 77-78)  Caberá ao professor criar situações, propiciando condições onde possam se estabelecer reciprocidade intelectual e cooperação ao mesmo tempo moral e racional; Cabe ao professor evitar rotina, fixação de respostas, hábitos. Deve simplesmente propor problemas aos alunos, sem ensinar-Ihes as soluções; Sua função consiste em provocar desequilíbrios, fazer desafios; Deve orientar o aluno e conceder-lhe ampla margem de autocontrole e autonomia; Deve assumir o papel de investigador, pesquisador, orientador, coordenador, levando o aluno a trabalho o mais independentemente possível; O professor deve conviver com os alunos, observando seus comportamentos, conversando com eles, perguntando, sendo interrogado por eles, e realizar, também com eles, suas experiências, para que possa auxiliar sua aprendizagem e desenvolvimento; O aluno deve ser tratado de acordo com as características estruturais próprias de sua fase evolutiva e o ensino precisa, conseqüentemente, ser adaptado ao desenvolvimento mental e social; Cabe ao aluno um papel essencialmente ativo e suas atividades básicas, entre outras, deverão consistir em: observar, experimentar, comparar, relacionar, analisar, justapor, compor, encaixar, levantar hipóteses, argumentar, etc.



(MIZUKAMI, 1986, p. 78-82) A ação do indivíduo, pois, é o centro do processo e o fator social ou educativo constitui uma condição de desenvolvimento; O trabalho em grupo, a discussão deliberada em comum, não só é condição para o desenvolvimento mental individual, para a autonomia dos indivíduos; Caberá ao pedagogo, ao educador, planejar situações de ensino onde os conteúdos e os métodos pedagógicos sejam coerentes com o desenvolvimento da inteligência e não com a idade cronológica dos indivíduos; A utilização de recursos audiovisuais e instrumentos icônicos não é suficiente para desenvolver atividade operatória, pois estes concretizam as matérias de ensino de modo figurativo, sendo uma das características do denominado ensino intuitivo (ensino tradicional); Deve procurar estabelecer relações entre os diferentes ramos do saber e não reduzir formalmente o conhecimento a matérias de ensino; Será um método adequado à forma de aquisição e desenvolvimento dos conhecimentos, a partir de uma perspectiva de construcionismo interacionista.



(MIZUKAMI, 1986, p.82) Terá de ser realizada a partir de parâmetros extraídos da própria teoria e implicará verificar se o aluno adquiriu noções, conservações, realizou operações, relações, etc. O rendimento poderá ser avaliado de acordo com a sua aproximação a uma norma qualitativa pretendida; O controle do aproveitamento deve ser apoiado em múltiplos critérios, considerando-se principalmente a assimilação e a aplicação em situações variadas; Não há, pois, pressão no sentido de desempenho acadêmico e desempenhos padronizados, durante o desenvolvimento cognitivo do ser humano.




Sobre as etapas de desenvolvimento cognitivo dos professores, na primeira etapa, como aquela que muitos professores principiantes atravessam, assim como, certamente, alunos em práticas, quando se iniciam na profissão de docência, (...) demonstram necessidade de controle de situações, insegurança e submissão à opinião dos que são considerados superiores. Na dimensão do desenvolvimento do Eu, esta etapa caracteriza-se por um elevado conformismo às normas e regras sociais reinantes, assim como pelo desejo de agradar aos seus pares (GARCÍA, 1999).



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