Literatura contemporânea (MIRANDA , 1999, p. 1;2).

processo de configuração de uma experiência social singular ” (KOFES, 2001, p. 27)


É na experiência é que se escondem algumas das possibilidades no pensamento e do sentimento, da compreensão e da explicação, da intuição e da fabulação, que se transfiguram, exorcizam, sublimam, clarificam ou enlouquecem em palavras e narrativas. (IANNI, 1999, p.14).





Questionar um modo habitual de categorização da prática considerada apenas do ponto de vista de agrupamentos sociológicos, como problematizar o indivíduo como uma totalidade coerente. Revela-se, ou permitiria revelar, que a superposição de vários mundos nas experiências e interpretações de sujeitos singulares são constituidores da socialidade e não incoerências sociológicas. (KOFES, 2004, p.9)


A ficção produzida a partir dos anos 80 é marcada pelas formas híbridas e pela tendência ao ensaio. (...) cede o espaço para uma discussão do conteúdo mais notadamente metaficcional, que não se resume a uma reflexão sobre a linguagem, mas se interroga também sobre o sentido de escrever e sobre a situação do escritor na sociedade contemporânea (MIRANDA , 1999, p. 1;2).

(...) imagens sublimes e do mesmo tanto inquietantes de um território familiar e estranho onde se encena a aventura humana. ” (MAFFESOLI, 2001, p 86). 


A permutação constante de papéis jogados pelo narrador, situado no espaço intervalar entre o interior e o exterior da narrativa, relativiza as certezas adquiridas, - o quanto antes destruídas -, ao proveito de módulos textuais que operam na hesitação e na dúvida. Melhor ainda, o vai e vem do narrador entre todas as sortes de virtualidades ficcionais reproduz os relacionamentos de força que impregnam as confrontações dos discursos e sua legitimação mais ou menos nata no espaço social (MIRANDA, Idem, p.4).


O que me importa, nesse caso, é o entrecruzamento das experiências de “fora”, e “de dentro” dos personagens, o impacto que as mudanças objetivas (a troca do espaço amplo pela exigüidade, a economia de subsistência pelo salário, etc) provoca na subjetividade dos personagens, ou seja, fazer interpretar a História nas histórias (RUFFATO, Idem).


O título geral do romance se inspira numa frase do poeta Murilo Mendes, católico, que dizia que ele preferia um inferno eterno a um paraíso provisório... Pois eu, pensei, acho que nós vivemos no inferno ... e, pior, esse inferno é provisório. (...) Essa é a questão. A eternidade é, e ponto final. Não há qualquer expectativa. A provisoriedade indica que há algo além, depois. Isso cria a expectativa, a angústia, a ansiedade. Por isso, na minha opinião, pior que a eternidade é a provisoriedade: porque não é o fim, você ainda tem que viver a eternidade do inferno depois ...(RUFFATO, 2006b).

A literatura imparcialista é a literatura para a era da informação e sua geração imediatista, sem altruismo e sem amor nas relações sexuais compromissadas apenas com o prazer na sociedade do prazer...a literatura imparcialista pode ser encarada com crítica ou apenas leitura de seu tempo... ( artigos imparcialistas)
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