De Paulo Freire e sobre Paulo Freire






Silva e McLaren (1993, p. 85): "A política pedagógica de Paulo Freire, se protegida das práticas reducionistas dos educadores liberais para transformá-la em um método, pode servir como uma praxes onde os negros e latinos, longe de temores e regulações do controle do poder branco, onde vínculos sentimentais e redes de obrigações sociais possam ser formadas entre as pessoas oprimidas, onde a resistência possa capacitar as escolas a tornarem-se mais do que instrumentos de réplica social, onde contrastando os estilos culturais e capitais culturais entre os grupos cessem de manter os símbolos de alienação que separam os grupos, provocando-os a se conduzirem impetuosamente como viajantes sob um sono social provocador".


[...] tem vontade de participar diretamente do conhecimento, dos
problemas deles mesmos, e estão cada vez mais conscientes da inutilidade das
pesquisas clássicas feitas por outros sob a denominação das “Ciências da
Educação” (BARBIER, 2002, p. 57).

 

"A educação como prática da liberdade, ao contrário daquela que é a prática da dominação, implica a negação do homem abstrato, isolado, solto, desligado do mundo,assim também a negação do mundo como uma realidade ausente dos homens"  Paulo Freire


"conteúdos programáticos", que deveriam ser democraticamente escolhidos pelas partes interessadas no ato de alfabetizar, dentro de uma proposta mais ampla de educar (Freire, 1993 p. 241).


Falar de método, no caso de Paulo Freire, é perigoso, pois método lembra receitas, prescrições. As experiências e os métodos que Freire usou não eram transplantados de um lugar para outro. O método usado num lugar era descrito, discutido e criticamente compreendido pelo grupo que estava exercendo a prática. Não havia nem fechamento a um método já utilizado, nem sua utilização de forma ingênua (Ramos, 1996, p. 94).


 Ramos (1995, p. 89), toda teoria pedagógica é, no entender de Freire, subjacente a um conceito de homem e de mundo. Não há portanto uma educação neutra.


Ramos (1995, p. 89), toda teoria pedagógica é, no entender de Freire, subjacente a um conceito de homem e de mundo. Não há portanto uma educação neutra.


 Apesar de tudo, Paulo Freire acabou sendo conhecido pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome; chame-se a esse método sistema, filosofia ou teoria do conhecimento (Gadotti, 1989, p. 32).



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