cognição e crianças (Piaget )

“O pensamento da criança permanece animista até a idade da puberdade”.
(Piaget apud Bettelheim, 2000, p. 60).


“A imposição é uma violência à criança. Tudo se submeterá ao seu exame e nada se lhe enfiará na cabeça por simples autoridade e crédito”. (Montagne apud Dinorah, 1996, p. 26)


"aquelas que mobilizam e desencadeiam, em sala de aula, tarefas e atividades abertas, exploratórias e não diretivas do pensamento do aluno e que apresentam múltiplas possibilidades de alternativa de tratamento e significação. (...) Dependendo da forma como essas aulas são desenvolvidas, a atividade pode restringir-se apenas à fase de explorações e problematizações. Porém, se ocorrer durante a atividade, formulação de questões ou conjecturas que desencadeiam um processo de realização de testes e de tentativas de demonstração ou prova dessas conjecturas, teremos, então, uma situação de investigação matemática." Fiorentini (2006: 29)


"Assim como no processo de construção da Matemática como disciplina, a essência do processo é a pesquisa, na construção do conhecimento para cada aluno, a essência do processo tem que ser a pesquisa. Dificilmente o aluno de Matemática testemunha a ação do verdadeiro matemático no processo de identificação e solução de problemas. O professor faz questão de preparar todos os problemas a serem apresentados com antecedência; consequentemente, o legítimo ato de pensar matematicamente é escondido do aluno, e o único a conhecer a dinâmica desse processo continua sendo o professor. O professor, com isso, guarda para si a emoção da descoberta de uma solução fascinante, da descoberta de um caminho produtivo, das frustrações inerentes ao problema considerado e de como um matemático toma decisões que facilitam a solução do problema proposto. O que o aluno testemunha é uma solução bonita, eficiente, sem obstáculos e sem dúvidas, dando-lhe a impressão de que ele também conseguirá resolver problemas matemáticos com tal elegância.     " D'Ambrósio (1993: 36)"



"Brincar é fantasiar, inventar, criar, entender, construir, modificar, experimentar, destruir, imaginar... (...) No ato de brincar ocorrem trocas, as crianças convivem com suas diferenças, se dá o desenvolvimento da imaginação e da linguagem, da compreensão e da apropriação de conhecimentos e sentimentos, do exercício da iniciativa e da decisão." Abramowicz e Wajskop (1999: 59)



B. Eu sugiro "quantas figuras diferentes você poderá obter?", porque desse modo nós não deixamos a atividade fechada. Podemos levar a criança a pensar. Podemos partir disso. Eu acho que temos de dar um exemplo, dobrando uma folha, mostrando e dizendo: "vejam, vou fazer dois cortes que se encontram e eles formam uma figura. Estão vendo? Mas não é só essa que a gente pode formar, existem muitas outras que podemos descobrir, fazendo só dois cortes.".
(...)
L. Comecei a prestar atenção na forma como apresento os enunciados das tarefas e atividades e descobri que uma atividade não precisa ser complexa para despertar a curiosidade e a atitude investigativa. (Shulman, 1986):



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