Um poema dentro dos temas: Imediatismo e Altruísmo

O amor não é imediatista
Ainda está em meu coração o amor de minha juventude
E aquele velho sonho de dedilhar um acorde triste no violão...
O vento que sopra lá fora não sabe do que é pressa
E desbasta lentamente as pedras nuas,
A água não entende nada de imediatismo
E lentamente alisa as pedras em suas quedas
Pelo percurso que leva ao mar...
O amor é outro que nada sabe de imediatismo
E persiste em meu coração
Por todo esse tempo que sofro por amor.
A amizade deixa essa saudade,
Esse sentimento de incompletude
E essa solidão de companheiros de estrada...
Os amigos, os meus velhos amigos
Seguiram seus sonhos e são felizes
Mesmo quando houve perdas e fracassos...
Eu sou triste porque as possibilidades de ganho
Não foram minhas virtudes, vocação e talento...
Sou uma espécie de homem de sucesso infeliz...
Quem vai me dizer que não existe altruísmo:
Tenho em meu peito o mesmo amor de minha juventude...
E o mesmo sonho de tocar uma canção á beira mar...
José Nunes Pereira
J.Nunez

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