modernismo, globalização, educação (ROSAR, op. cit., p. 70).

pela noção de globalização pretende-se caracterizar a vida num mundo global que tende ao rompimento ou à dissolução das fronteiras, das economias, das culturas e das sociedades. A palavra pós-modernidade vai na mesma direção e está a expressar essa nova condição global da humanidade, pela qual superou-se a modernidade as crenças dela decorrentes, como razão, objetividade, totalidade e resoluções (2001, p. XXIII).José Claudinei Lombardi



Através dos ministérios e das secretarias de educação, os governos deliberam sobre a educação nacional, definindo seu sentido, finalidade, forma, conteúdos e imprimem a direção que possa legitimar o modelo econômico e político vigente. Na prática, o que ocorre é o confronto entre as forças da sociedade civil e as forças políticas e econômicas nacionais e internacionais dirigentes na prescrição das políticas para a educação básica pública no país (SILVA, op. cit., p. 13).


O modelo de descentralização em processo de implantação, por sua característica de flexibilização e fragmentação, distancia ainda mais a possibilidade de implementação de um Plano Nacional de Educação que viabilize um sistema de educação integrado, sob a administração da esfera municipal e controle da sociedade civil organizada em fóruns e conselhos municipais. A tão propalada autonomia, ao isolar cada unidade escolar em relações de competitividade pelo acesso aos recursos, via resultados quantitativos de rendimento, compromete a formação de coletivos para a discussão sobre a política educacional global, que possibilitasse envolver de forma articulada os três níveis de ensino. (ROSAR, op. cit., p. 70).


é urgente que países em desenvolvimento como o Brasil comecem a priorizar a área do conhecimento, da educação e da ciência para que possam obter melhores chances de competição na nova conjuntura mundial. Os países em desenvolvimento devem não só procurar coletar a informação de forma rápida e eficiente (através de bancos de dados informatizados), como também aplicá-la a serviço de seus desenvolvimentos sócio-econômicos. Conseqüência lógica é o agravamento da situação de submissão em que os países periféricos se encontram. É uma nova divisão internacional do trabalho que se concretizou no mundo atual: baixo custo de mão de obra, disponibilidade de matéria prima, etc, deixaram de ser “os” fatores decisivos na obtenção dos menores custos globais de produção (ARAÚJO, 1991, p. 37-44).


Em vez de falarmos em identidades nacionais globais, o que não deixaria de ser também um viés ideológico, hoje procuramos, dentro da vida popular, a sua pluralidade, a sua riqueza. Estão aí os movimentos religiosos, movimentos de cultura ecológica, movimentos femininos - o que a gente sente é que há um despertar de consciência que propõe formas especiais de suas experiências particulares, que não querem se submeter a essa rotina de cultura de massas.
O conceito de identidade nacional está há tempos em crise e foi substituído por duas forças opostas e contemporâneas: pela globalização, que não tem pátria (esse é o lado que eu chamaria de negativo do processo) e, positivamente, pelo aprofundamento das vivências populares (In: Revista Pesquisa Fapesp, maio 2003, p. 87).


Sejam bem-vindos ao pós-modernismo: ao mundo do espetáculo da mídia, do sumiço da realidade, do fim da história, da morte do marxismo e de um grande número de outras alegações deste milênio [...]. A sociedade aproximou-se da beira do mundo agora nivelado, alegam os pós-modernistas, e a única coisa que conseguimos saber com certeza é que não podemos compreender o que nos levou para lá ou o que existe abaixo de nós, no abismo (STABILE, 1999, p. 146).

 


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