Juventude, arte, política e sociologia (SOUZA, 2001, p. 4-5)

o presente é a perspectiva, não projetam um objetivo mais amplo porque inalcançável, mesmo porque não tem uma direção clara, determinada, aonde chegar – muito embora considerem que a transformação do Brasil é necessária. É reveladora a falta de motivação para se filiarem a um partido: muitos consideram a militância partidária distante do fazer política, de uma luta que transforme a realidade. Estão desiludidos quanto a mudanças que possam ocorrer a partir da organização partidária, decepcionados com os intelectuais, o autoritarismo, atitudes de disputa e falta de compromisso político. Esses jovens por serem contemporâneos de uma época que dissimula a imposição da dominação, não se submetem a verdades inabaláveis, nem revelam otimismo ou pessimismo indestrutíveis. Têm um discernimento ético que os diferencia e os aproxima das gerações de jovens revolucionários do passado, o que os coloca como multiplicadores de uma nova ética e diante da possibilidade de criação de utopias – possibilidade que passa pelas idéias de cidadania, respeito, ética, luta contra a intolerância, antidogmatismo, solidariedade, participação não excludente, mais ampliada, que inclua os que não são necessariamente revolucionários. (SOUZA, 2001, p. 4-5)


“Esses jovens se aproximam de um grupo/movimento por pertencerem a uma determinada classe social e integram movimentos que se apresentam numa relação direta com a origem de classe, mas a condição classista não é suficiente para explicar sua escolha e comportamento político. Há uma mudança de atitude política que se revela num desarmamento provocado pelo comportamento relaxado com relação à prática política em contraposição ao endurecimento de relações interpessoais exigidas de certa forma da militância política organizada tradicional. Os planos da vida privada e o envolvimento social se interligam. Os jovens consideram que não devem abafar o espaço do indivíduo para permitir o exercício da própria crítica ao trabalho individual no coletivo” SOUZA (1999, p. 25)



nas suas expressões visuais e performáticas, interpretadas muitas vezes equivocadamente (adendo meu) como de passividade, sem empenho transformador, ou pouco reflexivas, apresentadas no caráter espetacular(...). percebemos que a criatividade e invenção dos jovens está menos no universo discursivo e mais no visual” (ABRAMO, 1989, p. 32).


 Essa juventude está se descobrindo através da arte e, na posse dos territórios dos centros urbanos, apropriam-se do espaço público, produzindo a seu modo a identidade de sujeitos políticos. Muitos desses jovens atuam em partidos. A ideologia socialista está presente entre eles como afirmação e realização de uma vontade coletiva (SOUZA, 2001, p.14)

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