ECONÔMIA, GLOBALIZAÇÃO, MERCADO E INDIVÍDUOS...(Goldmann, 1967, p178).



"A mundialização da economia capitalista supõe que há um aprofundamento da interpelação (...) das economias, pela via das correntes de comércio, bens e serviços, fluxos de capital e inversão direta, em um marco crescente predomínio das corporações transacionais no controle dessas operatórias. No entanto, a globalização, como perspectiva ideológica, impulsiona a aplicação de políticas, por parte dos países em desenvolvimento, tendentes a que suas políticas econômicas se ajustam a essas realidades da mundialização, questões que se traduzem em demandas por abertura, desregulação e eliminação de barreiras ao ingresso de bens, serviços, os movimentos de capitais e as transferências de tecnologias, associados a profundas mudanças na natureza e nas relações entre sociedade, Estado e governo"WARDERLEY (2001:06)


:"Mais uma vez, a tragédia confunde-se com a farsa. Atribui-se à ‘globalização’, como fenômeno genérico, as responsabilidades pela crise para, ao mesmo tempo, entregar definitivamente à mãos da ‘globalização’, como preciso conjunto de instituições transnacionais a definição e gestão das políticas para se sair da crise".COCCO (2002:21)


 "Estados, empresas e classes têm que se submeter às decisões dos mercados financeiros e arcar com as conseqüências daí resultantes, não podendo mais seu destino transcorrer independentemente, à revelia do movimento do dinheiro no mercado mundial. Quem dita os rumos, sejam quais forem as conseqüências para a vida das sociedades, é o interesse do lucro financeiro" (MARTINS, 1992): (pg. 08)



...a busca é por instituições supranacionais e subnacionais, com formas institucionais que possam acomodar pacificamente as enormes mudanças que estamos experimentando [...].Isso não significa que o Estado-Nação esta obsoleto. [...].o Estado-Nação se torna o mediador necessário entre os movimentos irresponsáveis da economia mundial e as populações reais [...]"ANDERSON (1999:169)"


A vida econômica assume o aspecto do egoísmo racional do homo oeconomicus, da busca exclusiva do máximo de lucros, sem qualquer preocupação pelos problemas da relação humana com outrem e, sobretudo sem qualquer consideração pelo todo. Nessa perspectiva os outros homens tornar-se-ão, para o vendedor e o comprador, objetos semelhantes aos outros objetos, simples meios que lhes permite a realização de seus interesses e cuja qualidade humana única e importante será a capacidade para concluírem contrato e engendrarem as obrigações constrangedoras" (Goldmann,  1967, p178).



  “a apresentação dos membros como indivíduos é a marca registrada da sociedade moderna” (Bauman, 2001: 39).


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