Sociologia e a História do Brasil

...sábios alemães e de outras nacionalidades... se puseram
em contato com grande número de tribos, (abrindo)
novas perspectivas aos estudos etnológicos e, com
as obras (resultantes) trouxeram contribuição notável
aos progressos nesse vasto domínio de investigações
científicas (Azevedo, 1962, p. 111) ...


[o] que nos compeliu a essa revolução intelectual,
que nos iniciou no espírito crítico e experimental, em
todos os domínios, e nos abriu o caminho aos estudos
e as pesquisas sociológicas, foi, no entanto, o desenvolvimento
da indústria e do comércio nos grandes
centros do país e, particularmente em São Paulo e no
Rio de Janeiro (1962, p. 125)


no espaço de pouco mais de uma década as continências
da vida brasileira fizeram a ideologia das elites dirigentes
passar da quase “coqueluche”para o quase pânico
diante delas. É que, se a ausência delas significava
problemas, a sua expansão poderia acarretar outros
problemas igualmente temidos. No caso, mais de uma
vez, a timidez ideológica pagou ônus do duplo medo:
o medo do problema e o medo da solução dele, que é
uma nota constante do comportamento das elites
brasileiras nos últimos tempos.
Esta ambivalência das elites frente às ciências sociais
por vezes implica na criação de condições institucionais
e financeiras favoráveis e por vezes desfavoráveis para o
desenvolvimento de recursos humanos e para a criação,
expansão e consolidação de centros de pesquisa e
mercado de trabalho para sociólogos...(Costa Pinto,
1955, p. 28-29)

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