Educação (Teixeira, 1950:151)

conhecimentos que temos”. (Teixeira, 1950: 168)
Deve-se partir para a vida como para uma aventura. Se se tivesse de aconselhar uma
atitude única, aconselharíamos a atitude esportiva. Cada um dos momentos da vida é
um jogo com o futuro. Quanto mais armado para a luta, melhor. Vitória e derrota, todas
têm, porém, a sua parte de prazer. Mais do que isso. O verdadeiro prazer está na luta.
Se bem sucedida, a luta de amanhã será mais interessante. Se a sorte não for favorável,
a experiência valeu os momentos vividos, ensinou coisas novas e a expectativa de
melhor êxito estará sempre acesa no coração dos homens. O insucesso não os abate,
porque contam com ele entre as possibilidades esperadas. Se não existisse, as vitórias
perderiam o melhor do seu sabor. (Teixeira, 1950:151)

Filosofia tem assim tanto de literário quanto de científico. Científicas devem ser suas
bases, os seus postulados, as suas premissas; literárias ou artísticas as suas conclusões, a
sua projeção, as suas profecias, a sua visão. E, nesse sentido, filosofia se confunde com
a atividade de pensar, no que ela encerra de perplexidade, de dúvida, de imaginação e de
hipotético. Quando o conhecimento é suscetível de verificação, transforma-se em
ciência, e enquanto permanece como visão, como simples hipótese de valor, sujeito aos
vaivéns da apreciação atual dos homens e do estado presente de suas instituições,
diremos, é filosofia.
Filosofia é, assim, na frase de Dewey, “ a investigação e a inquirição sobre o que exige
de nós o conjunto de conhecimentos atualmente existentes ou o conjunto de

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