Críticas aos modelos de produção de Ford e Taylor

            “Esse padrão produtivo estruturou-se com base no trabalho parcelar e
            fragmentado, na decomposição das tarefas, que reduzia a ação
            operária a um conjunto repetitivo de atividades (...).
            (...) Esse processo produtivo caracterizou-se portanto, pela mescla
            da produção em série fordista com o cronômetro taylorista, além da
            vigência de uma separação nítida entre elaboração e execução. Para o
            capital, tratava-se de apropriar-se do savoir-faire do trabalho,
            ‘suprimindo’ a dimensão intelectual do trabalho operário, que era
            transferida para as esferas da gerência científica. A atividade do
            trabalho reduzia-se a uma ação mecânica e repetitiva” (Antunes,2002, p.37).




             ''Para os autores da ‘Escola de Regulação’ e seus seguidores, o
            ‘fordismo se torna improdutivo’ a partir do movimento social, das
            mobilizações nas fábricas e nas ruas e, nesta medida, desencadeia-se
            uma crise no ‘modo de regulação’. A crise que se visualiza tem um
            caráter estrutural, à medida que o acirramento das lutas de classes
            e, sobretudo, a recusa dos trabalhadores em se submeter à gestão
            fordista, implicam uma crise do ‘regime de acumulação intensiva’,
            minando a elevação as taxas de mais valia relativa” (Aglieta, apud
            Druck, 1999, p. 38).




            “Como resposta à sua própria crise, iniciou-se um processo de
             reorganização do capital e de seu sistema ideológico e político de
            dominação, cujos contornos mais evidentes foram o advento do
            neoliberalismo, com a privatização do Estado, a desregulamentação
            dos direitos do trabalho e a desmontagem do setor produtivo estatal,
            da qual a era Thatcher-Reagan foi expressão mais forte; a isso se
            seguiu também um intenso processo de reestruturação da produção e do
            trabalho, com vistas a dotar o capital do instrumental necessário
            para tentar repor os patamares de expansão anteriores” (Antunes,
            2002, p. 31).



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