Comunicação e educação

"Ora, se a Comunicação pretende ser uma disciplina e postular um lugar ao lado de tantas outras, é preciso que ela seja mais do que uma intersecção passiva ou um simples efeitos de diferentes orientações do saber. Trata-se então de pensar uma interdisciplinaridade que seja o fruto de uma exigência do próprio objeto, o que pressupõe a explicitação e a definição deste objeto" (MARTINO, 2001: 29).



Os processos comunicativos no interior da cultura de massa constituem certamente o objeto da Comunicação, mas a característica inalienável, e portanto mais própria a esta disciplina reside na perspectiva que ela adota, ou seja, na interpretação desses processos tendo como base um quadro teórico dos meios de comunicação. Trata-se de uma leitura do social realizada a partir dos meios de comunicação, o que equivale a dizer que meios de comunicação e cultura de massa não se opõem. Nem podem ser reduzidos um ao outro, ao contrário, eles exigem uma relação de reciprocidade e complementação" (MARTINO, 2001: 31).





"relação entre a evolução temática e estética dos formatos ou gêneros dos meios de comunicação e especificamente dos televisivos, com as transformações ocorridas na cultura colombiana e latino-americana relacionadas à modernização e à urbanização: a secularização, os processos de individualização, os desenvolvimentos da identidade nacional, a presença cultural do popular e do regional, as transformações associadas à ampliação da cobertura da educação primária, secundária e universitária e as mudanças nos âmbitos da família, da sexualidade e dos papéis dos gêneros" (LÓPEZ DE LA ROCHE, 1999: 139-140).



"[...] consideremos os meios de comunicação como uma parte da sociedade global, que condiciona e é condicionado por ela [dialeticamente]. Transmitirá idéias, tomadas da sociedade, de suas relações internas e das relações que guarda com seu meio ambiente. Essa idéias tenderão a reforçar algumas dessas relações e eliminar outras. Se organizarão de tal modo que terão a tendência de generalizar ou reforçar modos de conhecer o mundo" (PAOLI, 1987: 55).


"As imagens exibidas na televisão de gangues espancando e roubando turistas no Rio de Janeiro mostram quem são os verdadeiros excluídos, aqueles que não podem nem mais ir á praia sem ser molestado" (CARNEIRO, 2004: 50-1).

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